• Rosilene Camilo Andrade

DISCURSANDO COM SUA MENTE

Diálogos internos, as trigêmeas.


Imagem: Pixabay

Discursar com sua mente é um exercício de autoconhecimento – é poder transformar o seu modelo mental mais próximo daquilo que se busca como modelo ideal.


As Trigêmeas


Quantas vezes você dá uma pausa no que está fazendo para analisar as vozes velozes que falam e pensam por você?


Talvez você esteja pensando agora como interagir com elas? Como torna-las parceiras e mais harmônicas? Por muito tempo se falou dessas vozes de uma forma alegórica e que muitas vezes remetia os discursos internos às figuras – de um lado um anjo e de outro um demônio a soprar conselhos, pareceres ideias e uma infinidade de sentido a cada tomada de atitude.


Essa imagem alegórica de três pessoas, na qual a pessoal real abstrai de si as outras duas e faz uma análise de como elas tem agido e como tem sido a influência delas nas tomadas de decisão da pessoa corpórea pode até ser um viés de analise para algumas pessoas, um eterno efeito sombra, uma é negativa e a outra positiva; uma é triste a outra é alegre; uma é calma a outra é agitada e assim, pudéssemos inferir que ou algo é positivo ou negativo. Os estudos mostram que algo ser positivo ou negativo vai depender do contexto e da realidade de cada pessoa.



Imagem: istockphoto

Nossos discursos internos tem o poder de nos energizar, transformar, mudar, ou também, destruir nossas atitudes e energias para ação. Hoje sabe-se que cada pessoa pode buscar – por meio do autoconhecimento – quais são as identidades chaves que mais aparecem na comunicação interna e externa de uma pessoa.


Para mim, há muito tempo, coloquei esses discursos como se fossem pessoas distintas que interagiam em trio, nessa abordagem. Fazer o papel da observadora, como se fosse uma treinadora, analisando as jogadas e as regras que melhor servem para cada jogada (decisão).

Na busca dessa modalidades de treino, por meio de uma análise mais próxima de como verdadeiramente agimos e de como podemos nos autodesenvolver apresento um viés dos estudos da psicóloga social Carol Dweck – sobre “mindset”, ou seja podemos mudar nossos padrões mentais conhecendo como pensamos e interagimos em nossos ambientes.


Se meu modelo mental – pensamentos, sentimentos, atitudes e ações – criam minha realidade, a forma como me reconheço, ou seja, quando sei o que penso e como esses pensamentos agem, fica mais fácil encontrar as alternativas, as novas crenças, novas formas de desenvolver e criar hábitos que possibilitem um novo comportamento, ou mudança.


Partindo da imagem que dentro de cada um de nós, nós podemos ser múltiplos, há várias versões interagindo interna e externamente, faço uma analogia com alguns modelos de comportamento, que vezes me representam por meio de uma imagem “As trigêmeas” aqui apresentadas pelo acróstico ANA.


Ativa;

Negativa;

Acomodada;


A pergunta é como conhece-las? As Trigêmeas Ana – são as principais personalidades que me acompanham, assim, quero compartilhar com vocês como foi importante para o meu modelo mental e meu agir identificá-las. Elas foram batizadas com o mesmo nome e representadas pelo acróstico ANA porque todas apresentam a mesma fisiologia corpórea, mas seus sobrenomes Ana Ativa, Ana Negativa e Ana Acomodada apresentam ações e atitudes distintas que se não forem questionadas, muitas vezes caladas ou transformadas por mim (por você) não permitem que sonhos, objetivos e metas se realizem.


Durante muito tempo não entendi o porquê de estar preparada, capacitada, ainda assim, achar que algo estava faltando e podia dar errado (nessa hora era Ana Negativa agindo com força total), outras vezes tudo estava certo mas, um certo medo e o querer permanecer na zona de conforto me fazia procrastinar e mais uma vez meus sonhos e a execução do que havia organizado para que meus objetivos e metas fossem realizados não acontecia (Ana Acomodada é que estava tomando conta das ações falando: para que tomar essa ação você já tem uma vida boa, deixa para amanhã, semana que vem e quando se percebe o tempo passou e tudo ficou no mundo das ideias).


Assim, o tempo vai passando e Ana Ativa, empreendedora, inteligente e comunicativa deixou, por muito tempo de viver e realizar muitos sonhos. Mas, a partir do momento que tomou posse de si e de que era capaz de assumir autorresponsabilidade por sua vida e dialogar com suas identidades internas tudo mudou, porque conhecendo como funcionavam as vozes internas que a compunham ela tornou-se líder de si e passou a identificar suas irmãs quando seus discursos submergiam. Porque ela era a pessoa corpórea que direcionava, interagia e agia criando sua realidade.


Pense em você e descubra quais são suas vozes!


Como?


Observe-se;


Olhe para os feedbacks das pessoas que o conhecem (família, amigos) e da sua equipe - que atitudes você tem que o fortalecem e quais o enfraquecem;


Junte as suas percepções e as dos seus pares e você terá clareza de quais são as vozes que o fortalecem e quais são as que o enfraquecem;


Dê nome a elas (ex.: Clara e Tristão) assim, você poderá dizer: tudo vai dar certo! (Você ouviu a voz de Clara) Ou: isso nunca vai dar certo! (Você ouviu a voz de Tristão);


Desenvolver essa habilidade o possibilita a identificar as vozes dos seus pares;


Acredite em você, porque somos o que pensamos sobre nós e não o que os outros falam de nós, quando realmente nos conhecemos.



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Telefone: +55 45 99984 - 6269

Email: rosilene@harmonialife.com.br

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